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O grupo As Ganhadeiras de Itapuã surgiu em março de 2004, a partir de encontros musicais realizados entre moradores empenhados na busca pelo resgate de tradições do passado e pela preservação da memória cultural do bairro de Itapuã. A escolha do nome da iniciativa se deu para homenagear as antigas ganhadeiras que viveram em Itapuã até o final do século XIX e a música é a sua principal forma de expressão artística.

As Ganhadeiras de Itapuã têm a diversidade como característica fundamental, o que pode ser comprovado através do seu variado repertório musical como também pela heterogeneidade das (os) componentes. São crianças entre 2 e 14 anos de idade, adultos e idosos, homens e mulheres, sendo que a integrante mais idosa tem 87 anos. Além do aspecto etário, o grupo reúne pessoas vinculadas a diversas crenças religiosas. Acrescenta-se ainda a diversidade étnica, de gênero e a variada formação cultural e educacional dos integrantes que inclui desde o antigo ensino primário até a pós-graduação.

Sua musicalidade é o reflexo dessa diversidade, é a mistura entre a tradição e a modernidade, entre o canto da lavadeira e uma base instrumental com arranjos bem cuidados. As Ganhadeiras de Itapuã constituem uma das mais inusitadas e bem-sucedidas experiências musicais já realizadas, cujo reconhecimento foi alcançado em 2015 com o premiado CD de estreia quando recebeu dois troféus no 26° Prêmio da Música Brasileira (Melhor Álbum Regional e Melhor Grupo). E em 2016 o grupo teve outro momento de consagração quando brilhou para o mundo numa bela apresentação realizada na cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã.

Entre as contribuições musicais trazidas pelo grupo, encontra-se o “Samba de Mar Aberto”. Termo criado inicialmente pelo diretor musical Amadeu Alves para caracterizar e denominar o jeito de tocar e cantar o samba no litoral de Itapuã. Mas, aos poucos o conceito de "Samba de Mar Aberto" veio se ampliando, de maneira que passou a designar também a própria música das Ganhadeiras de Itapuã, a qual não se limita a um ritmo somente. São sambas, cirandas, afoxés, marchinhas, músicas religiosas e clássicos como a singela “Trenzinho Caipira” de Villa Lobos. De modo que Samba de Mar Aberto hoje é a expressão da própria diversidade que As Ganhadeiras de Itapuã representam.








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2 comentários:

Vivian Vasconcelos disse...

Maravilhosas!

Anônimo disse...

LINDA HISTORIA DEMAISSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS��������������������������������������������������������������������������